terça-feira, 17 de maio de 2011

Salvador
 
Salvador da Bahia de Todos os Santos é um municipio e capital do estado da Bahia - Brasil. É a primeira capital do Brasil.
 
 
 

 

Os habitantes são chamados de soteropolitanos, gentílico criado a partir da tradução do nome da cidade para o grego: Soterópolis, ou seja, "cidade do Salvador", composto de Σωτήρ ("salvador") e πόλις ("cidade") também conhecido como baianos.

Situada na microrregião homônima, Salvador é uma metrópole nacional com quase três milhões de habitantes, sendo a cidade mais populosa do Nordeste, a terceira mais populosa do Brasil e a oitava mais populosa da América Latina (superada por São Paulo, Cidade do México, Buenos Aires, Lima, Bogotá, Rio de Janeiro e Santiago). Sua região metropolitana, o que a torna a mais populosa do Nordeste, quinta do Brasil e 111ª do mundo. A superfície do município de Salvador é de 706,8 km², e suas coordenadas, a partir do marco da fundação da cidade, no Fortaleza de Santo Antônio, são 13° sul e 38° 31' 12'' oeste. Centro econômico do estado, é porto exportador, centro industrial, administrativo e turístico, tem diversas universidades e uma base naval.

A cidade de Salvador era antigamente chamada de Bahia, inclusive por moradores do próprio estado. Também já recebeu alguns epítetos, como o de "Capital da Alegria", devido aos enormes festejos populares, como o seu carnaval, e "Roma Negra", por ser considerada a metrópole com maior percentual de negros localizada fora da África.

Salvador é também sede de importantes empresas regionais, nacionais e internacionais. Foi em Salvador onde surgiu a Odebrecht, que, em 2008, tornou-se o maior conglomerado de empresas do ramo da construção civil e petroquímica da América Latina, com várias unidades de negócios em Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e diversos países do mundo.
 
Turismo

Praça Campo Grande, Salvador.A cidade é um importante destino turístico do país. Quanto ao turismo internacional, fica atrás apenas do Rio de Janeiro em procura segundo a EMTURSA. O interesse pela cidade se dá pela beleza do conjunto arquitetônico e da cultura local (música, culinária e religião).

O turista que escolhe Salvador pode ir à praia pela manhã, fazer um passeio ao Centro Histórico à tarde, jantar em um dos bons restaurantes da cidade e ir dançar nos ensaios dos blocos de carnaval ou ao som de outros estilos musicais. Outras opções de lazer são os teatros, como o Castro Alves, o Jorge Amado e o Vila Velha. Ainda se pode ir ao Farol da Barra ver o pôr-do-sol na Baía de Todos os Santos.

O Mercado Modelo é o ponto escolhido por muitos turistas para comprar lembranças da Bahia, dentre elas rendas, berimbaus e todo tipo de artesanato produzido no estado. No porão - que atualmente é aberto a visitação - ficavam os escravos vindos da África enquanto aguardavam serem leiloados. O porão é repleto de placas de concreto com cerca de 30 centímetros de altura do chão, para que o turista possa ali passear mesmo quando a maré está cheia, pois é comum o porão encher-se de água do mar neste momento. Os arcos com os tijolos a mostra - e que servem de estrutura para o Mercado Modelo - fazem belas composições quando refletidos no espelho d'água. Idiossincrasia de um tempo moderno.


Cidade de Salvador.Outro grande atrativo da cidade é o Carnaval, considerado a maior festa popular do mundo (o Guinness Book, em 2004, registrou o carnaval da Bahia como sendo o maior do mundo). Existem três formas de aproveitar o carnaval baiano, uma é associar-se a um dos blocos carnavalescos que são puxados por trios elétricos e isolados da multidão por uma corda. Muitos argumentam que isto termina por privatizar o espaço público, e de que essa forma de aproveitar o carnaval só é acessível àqueles com alto poder aquisitivo, pois para adquirir um abadá é preciso desembolsar, em média, oitocentos reais. A segunda forma é ficar nos camarotes que estão distribuídos por todo o percurso da folia. Essa forma de pular carnaval só é acessível para quem tem ainda mais dinheiro, preferindo assistir a festa do alto, em confortáveis espaços onde os pagantes podem dispor de boates, serviços médicos, banquetes de frutas e comidas típicas, além de outras amenidades.

 

O centro visto do mar.A prefeitura, no entanto, tem realizado um trabalho de inclusão da população de baixa renda nos circuitos da folia, montando arquibancadas para esse público, que tem acesso gratuito às mesmas. A terceira, é aproveitar a festa na conhecida "pipoca", que são os foliões de rua que acompanham os trios elétricos do lado de fora das cordas de isolamento, protegidas pelos cordeiros. Estas áreas de isolamento, apropriadas por empresas privadas, tomam conta de praticamente todo o espaço público. Apesar de a festa atrair milhares de turistas nacionais e estrangeiros, muitos soteropolitanos optam por sair da cidade nesse período, preferindo a tranqüilidade do litoral e das ilhas da baía de Todos os Santos à agitação do carnaval.

O povo é alegre, criativo, musical e herdeiro de um rico folclore e de relevantes manifestações culturais. A cidade é reconhecida pela originalidade de manifestações musicais, culinárias, religiosas e lutas marciais, além de ser berço de grandes nomes nas diversas áreas artísticas, com profundo destaque nacional e internacional.

Os ritmos musicais mais comuns da região são o axé, o pagode, o forró, o arrocha e o samba. Mas há também um forte movimento de MPB e rock acontecendo na Bahia, que vem atraindo a atenção dos produtores musicais brasileiros.

A cidade é berço de grandes artistas, e é cantada em prosa e verso por muitos cantores brasileiros e estrangeiros.
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O Centro Histórico de Salvador abrange o núcleo primitivo da cidade colonial e sua expansão geográfica até o final do século XVIII. Da Praça Municipal – aberta em meio á densa mata tropical pelo primeiro Governador-Geral Tomé de Souza, em 1549 – ao Largo de Santo Antônio Além do Carmo, campo de batalha onde se enfrentam soldados brasileiros e holandeses da Companhia das Índias Ocidentais em 1683, monumento da arquitetura civil, religiosa e militar compõe em cenário dos séculos.

Das Portas de Santa Luzia, que guardavam o limite sul da antiga cidade murada de taipa, ate as grossas paredes do Forte de Santo Antônio Alem do Carmo, vigilante contra invasores do lado norte, o Centro Histórico de Salvador, dividi-se em três áreas que podem ser conhecidas de uma só vez: da Praça Municipal ao Largo de São Francisco, o Pelourinho e do Largo do Carmo ao Largo de São Francisco. Vários prédios em ruínas do Centro Histórico passaram a ser recuperados, isoladamente, nos últimos 30 anos; porém, a partir de 1991, este trabalho teve um grande impulso com a revitalização de quarteirões inteiros de antigas residências, conventos e igrejas. É por isso que hoje existem mais de 800 edifícios com fachadas e interiores restaurados, dentre os quais alguns adaptados para novas funções devido á meta de revitalizar a área com fins culturais.

A área compreendida entre a Praça Municipal e o Largo de São Francisco começa, cronologicamente, no lugar escolhido pelo Governador–Geral Tomé de Souza para edificar os prédios do Governo Colonial e nos locais ocupados pelas ordens religiosas que vieram da Europa a partir de 1549. A Praça Municipal foi aberta por oferecer melhor proteção contra os ataques dos nativos e dos corsários por mar.

A Casa do Governador, o prédio da Câmara Municipal e outras construções foram feitos, inicialmente, em taipa e cobertas de palha e, com o passar do tempo, reedificadas em pedra, tijolo e cal. Hoje, os principais edifícios históricos que atraem as atenções dos visitantes são o Paço Municipal (concluído no fim de século XVII), o Palácio Rio Branco (construído no local da Casa dos Governadores em 1919)e o Elevador Lacerda, ampliado na década de 30. Seguindo na direção norte estão a Santa Casa e a Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia, as fundações da antiga Igreja da Sé, demolida em 1933, e o Palácio Arquiepiscopal, antiga residência e local de trabalho do arcebispo primaz do Brasil. Vale ressaltar que a antiga Sé e outros quatro quarteirões de edifícios dos períodos colonial e imperial foram derrubados no inicio do século XVII ao XIX.

A Catedral Basílica – antiga Igreja dos Jesuítas - e as igrejas da Ordem Terceira de São Domingos e de São Pedro dos Clérigos são prédios que se destacam no Terreiro de Jesus, que tem no centro um belo Chafariz. No prédio da antiga Escola de Medicina, local ocupado originalmente pelo Colégio dos Jesuítas, estão os museus os museus Memorial da Medicina, de Arqueologia e Etnologia e o Afro-Brasileiro. O largo do Cruzeiro de São Francisco, praticamente uma extensão do Terreiro de Jesus, tem no centro um belo Cruzeiro e, ao fundo, o monumental conjunto religioso formado pela Igreja e Convento de São Francisco e a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco.


  • Portas de Santa Luzia – O principal acesso a cidade fundada por Tomé de Souza em 1549 estava situado na atual Praça Castro Alves. Uma placa, colocada na lateral do Palácio dos Esportes, mostra sua posição na muralha que cercava o primeiro limite de Salvador.


  • Paço Municipal – Situado no fundo da mais antiga praça da cidade e considerado um dos mais importantes pontos de referência visual de Salvador, teve em 1549 sua primeira construção feita em taipa coberta por palha. Na Segunda metade do século XVII, porém foram demolidas as duas edificações existentes e finalmente, erguido o prédio atual – o qual mantém o aspecto renascentista original depois da retirada, em 1970, de um revestimento neoclássico colocado numa reforma feita no século passado. Com fachada principal de arcadas e colunas toscanas sobrepostas por janelas de púlpito, o prédio possui duas alas unidas por uma torre central recoberta por umas cúpula. No interior, um pequeno pátio remonta a tradição romana adotada em Portugal. O paço abriga a mais antiga Câmara Municipal do Pais.


  • Palácio Rio Branco – Erguido no inicio do século XX, o edifício tem estilo eclético e representa a Quarta versão arquitetônica do antigo Paço dos Governadores do período republicano (de 1889 aos dias atuais) e muitas obras de arte. A grande cúpula e o belvedere situado na ala com vista para o mar são referenciais na cidade. No seu interior, merece destaque a escadaria em ferro e cristal e uma escultura representando o fundador da cidade, Tomé de Souza.


  • Elevador Lacerda – Principal marco visual de Salvador, o ascensor teve sua primeira torre construída em 1873 passou a abrigar duas cabines de transporte de passageiros movidas por um sistema hidráulico. Inicialmente, chamado de Elevador da Conceição por estar situado próximo a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, em 1930 herdou o nome de seu construtor, o engenheiro Antônio de Lacerda, e foi totalmente remodelado e ampliado num projeto arrojado para a época. Com quatro ascensores elétricos, o Elevador Lacerda é o principal acesso às Cidades Alta e Baixa e na sua parte alta proporciona uma vista panorâmica da cidade.


  • Santa Casa e Igreja de Nossa Senhora da Misericórdia – Iniciado em meados do século XVII, este conjunto levou mais de 200 anos para ser concluído. Com dois pavimentos e diversos níveis inferiores que acompanham a descida da Ladeira da Misericórdia, foi desenvolvido em torno de dois claustros quadrados – um deles posteriormente ocupado pela ampliação da ala do Hospital São Cristóvão, o primeiro da cidade – que fazem face com a lateral da igreja, onde merecem destaque duas casas sobrepostas e os painéis de azulejos representando as procissões dos Fogaréus e dos Ossos, que ocorriam, até o século XIX, durante a Semana Santa.


  • Igreja da Sé - Demolida em 1933 para a passagem dos bondes com destino ao Terminal da Sé, mostra hoje apenas suas fundações e achados da área de escavações. O antigo templo, com fachada voltada para o mar, era um dos edifícios religiosos mais belos e imponentes da cidade e se mantinha ligado ao Palácio Arquiepiscopal por uma passagem elevada. No local, existe um belvedere – que proporciona uma privilegiada vista da Cidade Baixa, da Península de Itapagipe e da Baía de Todos os Santos – e o monumento da Cruz Caída, que lembra a derrubada da Igreja e o desrespeito de uma época ao passado religioso, histórico e artístico da cidade.



  • Palácio Arquiepiscopal – Construído na primeira metade do século XVIII em alvenaria de pedra, o solar serviu de residência do arcebispo primaz do Brasil até fins do século XIX. O prédio, de três pavimentos e quatro corpos de construção de igual altura, foi desenvolvido em torno de um pátio interno. Sua bela fachada possui um portal formado por pilastras que sustentam um frontão barroco do tipo usado em igrejas e palácios portugueses no século XVII.


  • Chafariz – O monumento foi colocado em pleno Terreiro de Jesus em meados do século XIX para servir o centro da cidade. Marco do sistema público de abastecimento de água de Salvador – até então feito pelas fontes e ribeirões da cidade -, o chafariz tem quatro estatuas que representam os maiores rios da Bahia: São Francisco, Paraguaçu, Pardo e Jequitinhonha – objetos da cultura do Museu afro-brasileira – Obras de arte africana e de temática afro-brasileira, como instrumentos musicais, esculturas, objetos e indumentárias sacras, fotografias e murais fazem parte do acervo do Museu, que apresenta em exposições permanentes os aspectos materiais e espirituais das civilizações africanas e os aspectos de culturas africanas na civilização brasileira. Documentos escritos e obras de arte erudita e popular também incluem-se nas exposições temporárias do museu.

    O Pelourinho é uma área que abrange um dos mais antigos bairros de Salvador e mostra a expansão da cidade nos séculos XVII e XVIII. Tombados pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e considerado pela UNESCO com Patrimônio Cultural da Humanidade, o Pelourinho é ocupado por antigos casarões de poderosas autoridades do Governo, ricos senhores-de-engenho e nos próprios comerciantes. A Igreja de Nossa Senhora dos Rosários dos Pretos reafirma na cidade a devoção iniciada pelos padres dominicanos na costa africana e compõe o cenário do Largo do Pelourinho, que remete o visitante a uma era de riquezas e ostentação. Alguns edifícios do Pelourinho, como o Solar do Ferrão, abrigam alguns dos mais importantes museus da cidade, como o Museu Abelardo Rodrigues, a Fundação Casa de Jorge Amado, o Museu da Cidade, o Museu das Portas do Carmo e o Museu Tempostal.


  • Igreja de Nossa Senhora dos Rosário dos Pretos – Iniciada em 1704 pela Irmandade dos Homens Pretos do Pelourinho, a construção do templo durou quase um século. A devoção dos negros à Nossa Senhora do Rosário é obra dos padres dominicanos da África e chegou a cidade com os escravos. Sua fachada apresenta torres com terminações em bulbo, revestidas de azulejos com cenas relativas a devoção ao Rosário de Lisboa.


  • Solar do Ferrão – Edifício formado pela fusão de dois casarões no final do século XVII, foi sede do Seminário dos Jesuítas e do Circulo Operário. Atualmente, nele funcionam a sede do IPAC – Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia e o Museu Abelardo Rodrigues, cujo acesso é feito através de uma ampla e bela escada em mármore português.


  • Museu Tempostal – Instalado num casarão recuperado do Pelourinho, reúne fotografias e a maior coleção particular de postais do País, com exemplares vindos de todas as partes do mundo entre os séculos XIX e XX.


  • Museu Abelardo Rodrigues – Com a maior coleção de imagens de santos do Nordeste, o museu expõe objetos religiosos oriundos de residências rurais e urbanas dos séculos XVII, XVIII e XIX.


  • Fundação Casa de Jorge Amado – Um centro documental da vida e obra do escritor baiano Jorge Amado, expõe fotografias, livros e teses sobre a bibliografia do mais conhecido romancista baiano.


  • Museu da Cidade – Com objetos representativos da cultura da cidade nos seus 450 anos, apresentando como destaques a cadeira da ialorixá Mãe Menininha do Gantois e as esculturas dos Orixás do Candomblé.


  • Museu das Portas do Carmo – Exposição de um trecho do antigo “Castelo das Portas do Carmo”, no limite norte de Salvador, parte da muralha que cercava a cidade no século XVII e algumas peças de armaria antiga.


  • A área entre o Largo do Carmo e o Largo de Santo Antônio Além do Carmo mostra a expansão da cidade a partir do século XVII e tem como principal monumento o conjunto religioso formado pela Igreja e Convento de Nossa Senhora do Carmo e pela Igreja da Ordem Terceira do Carmo. As igrejas do Santíssimo Sacramento na rua do Passo – com sua monumental escadaria de acesso – da Ordem Terceira de Nossa Senhora da Conceição do Boqueirão e de Santo Antônio Além do Carmo merecem atenção pela beleza de suas fachadas e interiores. O Oratório da Cruz do Pascoal é uma construção pitoresca situada no meio de um largo da rua de Santo Antônio Alem do Carmo, baluarte da defesa da antiga cidade pelo lado norte.

  • Igreja do Santíssimo Sacramento – Iniciada em 1736, possui azulejos portugueses e trabalhos em talha neoclássica em seu interior. A monumentalidade do edifício é realçada pela escadaria situada em frente, que liga a Ladeira do Carmo a rua do Passo.


  • Igreja da Ordem Terceira do Carmo – Reconstruída em 1788 sobre as fundações do templo original, destruído por um incêndio em 1786, esta igreja possui fachada rococó e interior em estilo neoclássico.


  • Igreja e Convento de Nossa Senhora do Carmo – Erguido no inicio do século XVII, ainda ora dos primeiros rumos da cidade, o conjunto é formado por uma igreja e um convento de dois claustros. O interior do templo é neoclássico e seu altar mor apresenta um belo frontão em prata. A sacristia, decorada em talha barroca e rococó, merece uma visita. No seu interior localiza-se o Museu de Arte Sacra do Carmo, que destaca a escultura em madeira “Cristo atado à coluna”.


  • Oratório da Cruz do Pascoal – Erguido em meados do século XVIII como testemunho de fé do português Pascoal Marques de Almeida, este pitoresco monumento religioso é formado por uma coluna toscana e um nicho inspirado nas torres das igrejas do século XVIII. O oratório é quase que inteiramente revestido por azulejos azuis e brancos, onde se encontra a imagem de Nossa Senhora do Pilar. No século XIX, o monumento foi cercado com gradil de ferro para se manter protegido.


  • Igreja da Ordem Terceira de Nossa Senhora da Conceição – Situado em frente ao Largo do Boqueirão, teve sua construção iniciada em 1727. Sua fachada possui duas torres terminadas em bulbo e frontão rococó revestidos por azulejos brancos. A decoração interna em talha dourada é neoclássica e o forro da nave é concebido em perspectiva barroca, de inspiração italiana.


  • Igreja de Santo Antônio Alem do Carmo – Reconstruída em 1813 no lugar de um primitivo templo, apresenta fachada rococó, uma torre única e interior em talha neoclássica. A igreja esta situada no largo de mesmo nome, o qual apresenta um coreto típico do século XIX e um belvedere com vista para a Cidade Baixa, a Península de Itapagipe e a Baia de Todos os Santos.


  • Forte de Santo Antônio Alem do Carmo – Erguido na Segunda metade do século XVII para proteger o acesso norte da cidade, esta fortificação foi feita no local onde se situavam as antigas trincheiras, que serviram à invasão de Salvador pelos soldados da Companhia das Índias Ocidentais, em 1638.

  • Salvador é uma cidade brasileira, a capital do estado da Bahia e primeira capital do Brasil. Seus habitantes são chamados de soteropolitanos, gentílico criado a partir da junção dos nomes Gregos de sotero (que significa o salvador) e pólis (que por sua vez, é cidade) em grego Soterópolis, ou seja, cidade do Salvador.
    Situada na Microrregião de Salvador é a terceira cidade mais populosa do Brasil (2.714.119 habitantes) pela estimativa de 2005, depois de São Paulo e Rio de Janeiro. A Região Metropolitana de Salvador tem cerca de 3,4 milhões de habitantes sendo assim a terceira maior metrópole do Nordeste e 8º região metropolitana do Brasil. Também é a capital de estado mais densamente povoada do Brasil, com 8.364 habitantes por km². A superfície do município de Salvador é de 709 km² (fonte: IBGE) e suas coordenadas a partir do marco da fundação da cidade, no Fortaleza de Santo Antônio são 13° sul e 38° 31' 12'' oeste. Centro econômico do estado, é porto exportador, centro industrial, administrativo e turístico, tem diversas universidades e uma base naval.
    A cidade de Salvador era antigamente chamada de Bahia (inclusive por moradores do próprio estado). Também já recebeu alguns epítetos, como o de "Roma Negra", isso por ser considerada a cidade com maior população negra fora da África.

    História de Salvador

    A região, antes mesmo de ser fundada a cidade, já era habitada desde o naufrágio de um navio francês, em 1510, de cuja tripulação fazia parte Diogo Álvares, o Caramuru. Em 1534, foi fundada a capela em louvor a Nossa Senhora da Graça, porque ali viviam Diogo Álvares e sua esposa, Catarina Paraguassu.
    Em 1536, chegou na região o primeiro donatário, Francisco Pereira Coutinho, que recebeu capitania hereditária de El-Rei Dom João III. Fundou o Arraial do Pereira, nas imediações onde hoje está a Ladeira da Barra. Esse arraial, doze anos depois, na época da fundação da cidade, foi chamado de Vila Velha. Os índios não gostavam de Pereira Coutinho por causa de sua crueldade e arrogância no trato. Por isso, aconteceram diversas revoltas indígenas enquanto ele esteve na vila. Uma delas obrigou-o a refugiar-se em Porto Seguro, com Diogo Álvares; na volta, já na Baía de Todos os Santos, enfrentando forte tormenta, o barco, à deriva, chegou à praia de Itaparica. Nessa, os índios fizeram-no prisioneiro, mas deram liberdade a Caramuru. Francisco Pereira Coutinho foi retalhado e servido numa festa antropofágica.
    Em 29 de Março de 1549 chegam, pela Ponta do Padrão, Tomé de Sousa, e comitiva, em seis embarcações: três naus, duas caravelas e um bergantim, com ordens do rei de Portugal de fundar uma cidade-fortaleza chamada do São Salvador. Nasce assim a cidade de Salvador, já cidade, já capital, sem nunca ter sido província, e foi por muitos anos a maior cidade das Américas. Todos os donatários das capitanias hereditárias eram submetidos à autoridade do primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa. Com o governador vieram nas embarcações mais de mil pessoas. Trezentas e vinte nomeadas e recebendo salários; entre eles o primeiro médico nomeado para o Brasil por um prazo de 3 anos: Dr. Jorge Valadares; e o farmacêutico Diogo de Castro, seiscentos militares, degredados, e fidalgos, além dos primeiros padres jesuítas no Brasil, como Manuel de Nóbrega, João Aspilcueta Navarro, e Leonardo Nunes, entre outros. As mulheres eram poucas, o que fez com que os portugueses radicados no Brasil, mais tarde, solicitassem ao Reino o envio de noivas. Talvez Tomé de Sousa tenha sido o primeiro visitante a apaixonar-se pelo local, como muitos após ele, pois disse ao funcionário que lhe entregou a notícia de que seu substituto estava a caminho: "Vêdes isto, meirinho? Verdade é que eu desejava muito, e me crescia a água na boca quando cuidava em ir para Portugal; mas não sei por que agora se me seca a boca de tal modo que quero cuspir e não posso". Após Tomé de Sousa, Duarte da Costa foi o governador-geral do Brasil, chegou a 13 de Julho de 1553, trazendo 260 pessoas, entre elas seu filho Álvaro, jesuítas como José de Anchieta, e dezenas de órfãs para servirem de esposas para os colonos. Mem de Sá, terceiro governador-geral, que governou até 1572, também contribuiu com uma grande administração.
    Em 1572 o governo colonial dividiu o país em dois governos, um em Salvador, e o outro no Rio de Janeiro, esta situação se manteve até 1581, quando a capital do Brasil passou a ser novamente apenas Salvador. A capital foi transferida para o Rio de Janeiro definitivamente em 1763, pelo Marquês de Pombal.
    Em Salvador concentrou-se uma grande população de europeus, índios, negros e mestiços - em decorrência da economia, centrada no comércio com engenhos instalados no vasto Recôncavo.
    A cidade foi invadida pelos holandeses em 1598, 1624-1625 e 1638. O açúcar, no século XVII, já era o produto mais exportado pela colônia. No final deste século a Bahia se torna a maior província exportadora de açúcar. Nesta época, os limites da cidade iam da freguesia de Santo Antônio Além do Carmo até a freguesia de São Pedro Velho. A Cidade do São Salvador da Bahia de Todos os Santos foi a capital, e sede da administração colonial do Brasil até 1763.
    Em 1798, ocorreu a Revolta dos Alfaiates, na qual estavam envolvidos homens do povo como Lucas Dantas e João de Deus, e intelectuais da elite, como Cipriano Barata e outros profissionais liberais.
    Em 1809, o Conde dos Arcos iniciou sua administração, a qual foi muito benéfica à cidade. Em 1812 ele inaugurou o Teatro São João, onde mais tarde Xisto Bahia cantaria suas chulas e lundus, e Castro Alves inflamaria a platéia com seus maravilhosos poemas líricos e abolicionistas. Ainda no governo do Conde dos Arcos, ocorreram os grandes deslizamentos nas Ladeiras da Gameleira, Misericórdia e Montanha.
    Em 1835 ocorre a revolta dos escravos muçulmanos, conhecida como Revolta dos Malês. Durante o século XIX, Salvador continuou a influenciar a política nacional, tendo emplacado diversos Ministros de Gabinete no II Reinado, tais como Saraiva, Rio Branco, Dantas e Zacarias. Com a proclamação da República, e a crise nas exportações de açucar, a influência econômica e política da cidade no cenário nacional passa a ser cada vez menos importante.

    Geografia

    Clima
    Possui um clima tropical predominantemente quente, com chuvas no inverno e verão, chega a extremos de 17ºC no inverno e a 38ºC no verão. A brisa oriunda do Oceano Atlântico deixa agradável a temperatura da cidade mesmo nos dias mais quentes.
    Os bairros litorâneos, fora da Baía de Todos os Santos, como a Pituba, Praia do Flamengo, recebem fortes ventos, vindos do mar.
    Praias e Litoral
    Salvador possui famosas praias, como as de Itapuã, dos Artistas e do Porto da Barra. As praias da cidade atraem tanto habitantes locais como turistas, principalmente devido à temperatura agradável da água. Algumas praias possuem restaurantes típicos na própria areia (barracas de praia), onde se preparam frutos do mar e bebidas diversas. Além disto, é comum encontrar tabuleiros de baianas, onde é possível provar um Acarajé.

    Demografia

    Etnias
    Formado por brancos, negros, índios e pardos. Segundo dados divulgados pelo IBGE no censo demográfico de 2000, 23% da população é da cor branca, 20,4% da cor preta, 54,8% da cor parda, 0,3% da cor amarela e 0,8% de origem indígena. Salvador é a cidade com o maior número de descendentes de africanos no mundo, seguida por Nova York.

    Cultura

    A cultura desenvolvida em Salvador, primeira cidade do Brasil, e no Recôncavo da Bahia, exerceu influência decisiva em outras regiões do país, e na própria imagem que se tem do Brasil no exterior. Desde o século XVII observa-se no estado uma dualidade religiosa: de um lado, a religião católica (de origem européia); do outro, o candomblé (de origem africana).
    Já no século passado firmou-se o gosto do baiano - tanto o de origem abastada quanto o pobre - pelo epigrama (tipo de poesia satírica); pelas modinhas (poesia lírica musicada); e, também, pelos sermões religiosos, praticado desde Frei Vicente do Salvador e tendo seu ápice em Vieira.
    A chegada dos africanos vindos do Golfo de Benin e do Sudão, no século XVIII, foi decisiva para desenvolver a cultura da Bahia como um todo. Segundo Nina Rodrigues, isso é o que diferencia a cultura baiana da cultura encontrada nos outros estados brasileiros. Nesses, os africanos que vieram eram, predominantemente, os negros bantos de Angola.
    Os negros iorubanos e nagôs estabeleceram uma rica cultura nas terras da Baía de Todos os Santos. Pois que tinham religião própria, o candomblé; música própria, a chula, o lundu; dança própria, praticada no samba de roda; culinária própria, que deu origem à culinária baiana, inventando diversos pratos com base no azeite-de-dendê e leite de coco (tudo com muita farinha-de-guerra dos índios tupinambás e tapuias), e sobremesas, desenvolvendo o que veio de Portugal; luta própria, a capoeira, e o maculelê; vestimenta própria, aliando as já tradicionais indumentárias africanas às fazendas (tecidos) portugueses; e uma mistura de línguas, mesclando iorubá com português.
    No século XIX, os visitantes começaram a cultuar a imagem da Bahia como de uma terra alegre, bonita, rica (por causa da cana-de-açúcar e das pedras preciosas das Lavras) e culta, que dava ao Brasil grandes intelectuais e Ministros do Gabinete Imperial.
    Na década de 1870, as baianas começaram a migrar para o Sudeste do país em busca de emprego. E, assim, essas "tias" baianas foram disseminando a cultura da Bahia, vendendo acarajés em seus tabuleiros e gamelas, dando festas onde se dançava samba de roda (que, mais tarde, modificado pelos cariocas, iria resultar no samba como se tornou conhecido), desfilando suas batas e panos-da-costa pelas ruas da Capital Federal. Por isso, naquela época, chamava-se de baiana todas as negras bonitas, segundo afirma Afrânio Peixoto, no "Livro de Horas".
    A partir da década de 20 do século XX, torna-se moda fazer músicas em louvor à Bahia. E houve grande polêmica quando o sambista Sinhô, contrariando, cantou que a Bahia era "terra que não dá mais coco". Baianos e cariocas, tais como Donga, Pixinguinha, Hilário Jovino Ferreira e João da Baiana, foram defender a Bahia.
    A partir da década de 30, primeiro pelos romances de Jorge Amado e depois pelas músicas de Dorival Caymmi, ficou estabelecida ante o Brasil a imagem que se tem da Bahia, perdurando até os dias atuais.
    Teatros
    Salvador possui vários teatros, dentre eles, se destacam:
    * Teatro Castro Alves (TCA)
    * Sala do Côro
    * Teatro Jorge Amado
    * Teatro Diplomata
    * Teatro Sesi Rio Vermelho
    * Teatro Vila Velha
    * Theatro XVIII
    * Teatro Isba
    * Teatro Santo Antônio
    * Teatro Acbeu
    * Teatro Nazaré
    * Teatro Icba
    * Teatro Gamboa
    * Teatro Gregório de Mattos
    * Teatro Módulo
    * Teatro Miguel Santana
    * Caixa Cultural
    * Cine-Teatro Casa do Comércio
    Feriados municipais
    São feriados municipais na cidade, segundo a lei nº 1.997, de 21 de Junho de 1967, que os fixa:
    São João (24 de Junho), Nossa Senhora da Conceição (8 de Dezembro) e Independência na Bahia (2 de Julho)
    Sexta-feira da Paixão e Corpus Christi (Datas móveis)
    Festas e Comemorações
    Procissão do Senhor Bom Jesus dos Navegantes acontece em 1 de janeiro. Várias embarcações de todos os tipos velejam na Baía de Todos os Santos carregando a imagem do Bom Jesus da igreja da Conceição da Praia para a capela da Boa Viagem, num lindo desfile de fé.
    De 3 a 6 de janeiro tem Reis, a Festa da Lapinha.
    Na segunda quinta-feira do mês de Janeiro se faz a Lavagem do Bonfim. Uma enorme procissão, com todos de trajes brancos, entre a igreja da Conceição e a do Bonfim, no alto da Colina Sagrada. A cada ano aproximadamente 800 mil pessoas participam da grandiosidade desse evento religioso. Ao chegarem, baianas com suas roupas típicas despejam seus vasos com água de cheiro no adro da igreja e sobre as cabeças dos fiéis.
    É comemorado o dia de São Lázaro no último domingo de janeiro.
    Regata de Saveiros João das Botas ocorre entre Janeiro e Fevereiro.
    No dia 2 de Fevereiro, os adeptos do candomblé homenageiam a Rainha do Mar, Iemanjá simbolizada numa sereia. A festa acontece no Rio Vermelho, uma poderosa manifestação de fé na força da Mãe d’Água, que tem seu desdobramento profano nas barracas padronizadas, onde a crença é transformada em samba e os adeptos e simpatizantes deixam uma oferenda para Iemanjá acompanhando um pedido.
    Quinze dias antes do carnaval se faz a Lavagem da Igreja de Itapoã.
    E em fevereiro é a vez da Lavagem da Igreja de Nossa Senhora da Luz.
    Entre Fevereiro e Março ocorre o tão esperado Carnaval. Durante sete dias, da quarta-feira até a manhã da quarta-feira de Cinzas, acontece a maior festa do mundo em participação popular, que toma toda a cidade de foliões, vestidos nos abadás e becas de seus blocos preferidos ou com fantasias e pulando como "pipoca" atrás dos trios independentes, rumo aos diversos circuitos do carnaval. Existe o circuito central, do Campo Grande à Praça Castro Alves; outro, na orla, sentido Barra-Ondina; e o mais tradicional, do Pelourinho à rua Chile, no Centro Histórico. Neste circuito, o forte é a música das bandinhas de sopro e percussão, os afoxés, blocos afros e os fantasiados e, nos demais, desfilam os grandes blocos, com seus possantes trios elétricos, uma criação dos baianos Dodô e Osmar que virou mania em todo o Brasil.
    Na segunda quinzena junho, ocorreo também bastante aguardado São João, que na capital tem o nome de "Arraiá da Capitá".
    Em 27 de setembro é São Cosme e São Damião, dia em que devotos fazem caruru e distribuem balas para as crianças.
    De 29 de novembro a 8 de dezembro se comemora o dia da Nossa Senhora da Conceição.
    Em 4 de dezembro, Santa Bárbara.
    Em 13 de dezembro, Santa Luzia.

    Economia

    Turismo
    A cidade é um importante destino turístico do país. Quanto ao turismo internacional, fica atrás apenas do Rio de Janeiro em procura. O interesse pela cidade se dá pela beleza do seu conjunto arquitetônico e da cultura local (música, culinária e religião).
    O turista que escolhe Salvador pode ir à praia pela manhã, fazer um passeio ao centro histórico à tarde, jantar em um dos bons restaurantes da cidade e ir dançar nos ensaios dos blocos de carnaval ou ao som de outros estilos musicais. Outras opções de lazer são os teatros, como o Castro Alves, o Jorge Amado e o Vila Velha. Ainda se pode ir ao Farol da Barra ver o pôr-do-sol na Baía de Todos os Santos.
    O Mercado Modelo é o ponto escolhido por muitos turistas para comprar lembranças da Bahia. No seu porão - que atualmente é aberto a visitação - ficavam os escravos vindos da áfrica enquanto aguardavam serem leiloados. O porão é repleto de rampas de concreto com cerca de 30 centímetros de altura do chão, para que o turista possa ali passear mesmo quando a maré está cheia, pois é comum o porão encher-se de água do mar neste momento. Os arcos com os tijolos a mostra - e que servem de estrutura para o Mercado Modelo - fazem belas composições quando refletidos no espelho d'água. Idiossincrasia de um tempo moderno.
    Outro grande atrativo da cidade é o seu Carnaval, considerado a maior festa popular do mundo (o Guinness Book, em 2004, registrou o carnaval da Bahia como sendo o maior do mundo). Existem três formas de aproveitar o carnaval baiano, uma é associar-se a um dos blocos carnavalescos que são puxados por trios elétricos e isolados da multidão por uma corda. Muitos argumentam que isto termina por privatizar o espaço público, e de que essa forma de aproveitar o carnaval só é acessível àqueles com alto poder aquisitivo, pois para adquirir um abadá é preciso desembolsar, em média, oitocentos reais. A segunda forma é ficar nos camarotes que estão distribuídos por todo o percurso da folia. Essa forma de pular carnaval só é acessível para quem tem ainda mais dinheiro, preferindo assistir a festa do alto, em confortáveis camarotes. A terceira, é aproveitar a festa na conhecida "pipoca", que são os foliões de rua que acompanham os trios elétricos fora das cordas de isolamento, protegidas pelos cordeiros. Estas áreas de isolamento, apropriadas por empresas privadas, tomam conta de praticamente todo o espaço público. Entretanto, muitos soteropolitanos optam por sair da cidade nesse período, preferindo a tranqüilidade do litoral a agitação do carnaval.
    Seu povo é alegre, criativo, musical e herdeiro de um rico folclore e de relevantes manifestações culturais. A cidade é reconhecida pela originalidade de suas manifestações musicais, culinárias, religiosas e lutas marciais, além de ser berço de grandes nomes nas diversas áreas artísticas, com profundo destaque nacional e internacional.
    Os ritmos musicais mais comuns da região são o Axé, o pagode, o forró, o arrocha e o samba. Mas há também um forte movimento de MPB e Rock acontecendo na Bahia, que vem atraindo a atenção dos produtores musicais brasileiros.
    A cidade é berço de grandes artistas, e é cantada em prosa e verso por muitos cantores brasileiros e estrangeiros.
    Pontos de destaque
    Entre os seus pontos turísticos mais conhecidos estão: o Mercado Modelo, o Elevador Lacerda, o Pelourinho, a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, o Farol da Barra, o Parque das Dunas, onde se encontra a Lagoa do Abaeté, a Ponta de Humaitá, o Farol de Itapuã, o Alto de Ondina, onde se encontra o Jardim Zoológico, a Marina da Penha, na Ribeira, o Solar do Unhão, aonde se encontra o Museu de Arte Moderna da Bahia, o Dique do Tororó, o Parque da Cidade, o Parque Metropolitano de Pituaçu, entre outros.

    Curiosidades

    * É o terceiro maior colégio eleitoral da Brasil, perdendo para São Paulo e Rio de Janeiro, conta com aproximadamente 1 milhão de eleitores.
    * A temperatura máxima absoluta no município de Salvador foi de 37,1ºC no dia 8 de janeiro de 1999 e mínima absoluta de 12,4ºC no dia 5 de setembro de 2000.
    * Salvador é a cidade com o maior número de descendentes de africanos no mundo. * Possui a maior frota de veículos de todo o Norte-Nordeste, com cerca de 570 mil carros (dados do mês de novembro de 2006) e 710 mil veículos, sua região metropolitana tem 660 mil carros e 1 milhão de veículos.
    * O Aeroporto Internacional de Salvador é o maior de toda região Norte-Nordeste e Sul, sendo assim o 5° maior do Brasil em movimento de passageiros e aeronaves. Com uma capacidade de 6 milhões de passageiros e hoje operando com 5,5 milhões o aeroporto já esgotou sua capacidade física e deve ser reformado em breve. O aeroporto operou o ano de 2006 com 91 mil aeronaves. Em 2007 o aeroporto passou o aeroporto de Congonhas em São Paulo e o do Galeão no Rio de janeiro em aeronaves nacionais , o aeroporto de Salvador até fevereiro deste ano já recebeu 16.732 aeronaves nacionais contra 16.396 de Guarulhos e 14.599 do Galeão (Rio) , no total o aeroporto está em quinto lugar nessa categória aeronaves
    * Salvador possui o maior shopping center do Nordeste do Brasil em relação a faturamento, o shopping Iguatemi é o maior da região, possui cerca de 570 lojas e um público médio de 110 mil pessoas em dias normais e 125 mil em finais de semana. Também é o município nordestino com o maior número de shoppings.
    * Salvador é a cidade com a pior distribuição de renda do Brasil, segundo o índice Gini calculado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Ainda segundo o PNUD, caso considerássemos a região metropolitana de Salvador um país, este só teria o índice Gini melhor do que o país africano Namíbia.
    * Salvador era considerada a capital do desemprego do Brasil, mas foi ultrapassada por Recife em 2005.
    * Em 2006, na Câmara Municipal de Salvador foram aprovadas 245 leis. Entre elas, 211 foram projetos apresentados pelos vereadores, que também apresentaram 310 emendas, 725 pareceres, fizeram 235 registros e 4.253 requerimentos administrativos.
    Salvador
    Salvador da Bahia de Todos os Santos é um municipio e capital do estado da Bahia - Brasil. É a primeira capital do Brasil.



    Os habitantes são chamados de soteropolitanos, gentílico criado a partir da tradução do nome da cidade para o grego: Soterópolis, ou seja, "cidade do Salvador", composto de Σωτήρ ("salvador") e πόλις ("cidade") também conhecido como baianos.

    Situada na microrregião homônima, Salvador é uma metrópole nacional com quase três milhões de habitantes, sendo a cidade mais populosa do Nordeste, a terceira mais populosa do Brasil e a oitava mais populosa da América Latina (superada por São Paulo, Cidade do México, Buenos Aires, Lima, Bogotá, Rio de Janeiro e Santiago). Sua região metropolitana, o que a torna a mais populosa do Nordeste, quinta do Brasil e 111ª do mundo. A superfície do município de Salvador é de 706,8 km², e suas coordenadas, a partir do marco da fundação da cidade, no Fortaleza de Santo Antônio, são 13° sul e 38° 31' 12'' oeste. Centro econômico do estado, é porto exportador, centro industrial, administrativo e turístico, tem diversas universidades e uma base naval.

    A cidade de Salvador era antigamente chamada de Bahia, inclusive por moradores do próprio estado. Também já recebeu alguns epítetos, como o de "Capital da Alegria", devido aos enormes festejos populares, como o seu carnaval, e "Roma Negra", por ser considerada a metrópole com maior percentual de negros localizada fora da África.

    Salvador é também sede de importantes empresas regionais, nacionais e internacionais. Foi em Salvador onde surgiu a Odebrecht, que, em 2008, tornou-se o maior conglomerado de empresas do ramo da construção civil e petroquímica da América Latina, com várias unidades de negócios em Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo e diversos países do mundo.
    Turismo

    Praça Campo Grande, Salvador.A cidade é um importante destino turístico do país. Quanto ao turismo internacional, fica atrás apenas do Rio de Janeiro em procura segundo a EMTURSA. O interesse pela cidade se dá pela beleza do conjunto arquitetônico e da cultura local (música, culinária e religião).

    O turista que escolhe Salvador pode ir à praia pela manhã, fazer um passeio ao Centro Histórico à tarde, jantar em um dos bons restaurantes da cidade e ir dançar nos ensaios dos blocos de carnaval ou ao som de outros estilos musicais. Outras opções de lazer são os teatros, como o Castro Alves, o Jorge Amado e o Vila Velha. Ainda se pode ir ao Farol da Barra ver o pôr-do-sol na Baía de Todos os Santos.

    O Mercado Modelo é o ponto escolhido por muitos turistas para comprar lembranças da Bahia, dentre elas rendas, berimbaus e todo tipo de artesanato produzido no estado. No porão - que atualmente é aberto a visitação - ficavam os escravos vindos da África enquanto aguardavam serem leiloados. O porão é repleto de placas de concreto com cerca de 30 centímetros de altura do chão, para que o turista possa ali passear mesmo quando a maré está cheia, pois é comum o porão encher-se de água do mar neste momento. Os arcos com os tijolos a mostra - e que servem de estrutura para o Mercado Modelo - fazem belas composições quando refletidos no espelho d'água. Idiossincrasia de um tempo moderno.


    Cidade de Salvador.Outro grande atrativo da cidade é o Carnaval, considerado a maior festa popular do mundo (o Guinness Book, em 2004, registrou o carnaval da Bahia como sendo o maior do mundo). Existem três formas de aproveitar o carnaval baiano, uma é associar-se a um dos blocos carnavalescos que são puxados por trios elétricos e isolados da multidão por uma corda. Muitos argumentam que isto termina por privatizar o espaço público, e de que essa forma de aproveitar o carnaval só é acessível àqueles com alto poder aquisitivo, pois para adquirir um abadá é preciso desembolsar, em média, oitocentos reais. A segunda forma é ficar nos camarotes que estão distribuídos por todo o percurso da folia. Essa forma de pular carnaval só é acessível para quem tem ainda mais dinheiro, preferindo assistir a festa do alto, em confortáveis espaços onde os pagantes podem dispor de boates, serviços médicos, banquetes de frutas e comidas típicas, além de outras amenidades.

     

    O centro visto do mar.A prefeitura, no entanto, tem realizado um trabalho de inclusão da população de baixa renda nos circuitos da folia, montando arquibancadas para esse público, que tem acesso gratuito às mesmas. A terceira, é aproveitar a festa na conhecida "pipoca", que são os foliões de rua que acompanham os trios elétricos do lado de fora das cordas de isolamento, protegidas pelos cordeiros. Estas áreas de isolamento, apropriadas por empresas privadas, tomam conta de praticamente todo o espaço público. Apesar de a festa atrair milhares de turistas nacionais e estrangeiros, muitos soteropolitanos optam por sair da cidade nesse período, preferindo a tranqüilidade do litoral e das ilhas da baía de Todos os Santos à agitação do carnaval.

    O povo é alegre, criativo, musical e herdeiro de um rico folclore e de relevantes manifestações culturais. A cidade é reconhecida pela originalidade de manifestações musicais, culinárias, religiosas e lutas marciais, além de ser berço de grandes nomes nas diversas áreas artísticas, com profundo destaque nacional e internacional.

    Os ritmos musicais mais comuns da região são o axé, o pagode, o forró, o arrocha e o samba. Mas há também um forte movimento de MPB e rock acontecendo na Bahia, que vem atraindo a atenção dos produtores musicais brasileiros.

    A cidade é berço de grandes artistas, e é cantada em prosa e verso por muitos cantores brasileiros e estrangeiros.